

DISTRIBUIÇÃO DOS PONTOS (100):
- Prova 1 (individual e sem consulta): 30 pontos
- Prova 2 (individual e sem consulta): 30 pontos
- Prova final (em dupla e sem consulta): 40 pontos
ESTUDO DIRIGIDO PARA PROVAS 1 E 2:
- A história do senador romano Gaius Marcellus e de seu filho Lucius é um paralelo constante à visão que o autor defende sobre a imunologia. Explique como a lógica de “purgação” de Gaius se repete em diferentes épocas da história (eugenia, racismo) e como a biologia do corpo de seu filho desafia essa visão de mundo.
- Descreva em detalhes o processo da resposta imune inata no corpo de Caleb ao vírus da varíola, conforme narrado nos Capítulos 1 e 2. Inclua o papel dos macrófagos, das citocinas e a manifestação visível da inflamação (vermelhidão e inchaço).
- Explique o conceito de “seleção clonal” e como ele se manifesta no corpo de Caleb durante a resposta adaptativa. Como esse processo é fundamental para a criação de “memória imunológica”?
- O texto descreve a “imunodeficiência adquirida” (AIDS) de Marcos como a perda do “maestro” do sistema imune. Explique por que a eliminação dos linfócitos T auxiliares (CD4+) é tão devastadora para o sistema de defesa e como isso se relaciona com as “infecções oportunistas”.
- Compare e contraste a variolação, praticada por Aiyra, com a vacinação, descoberta por Edward Alistair. Descreva o princípio imunológico (imunidade artificialmente ativa e reatividade cruzada) que explica o sucesso de ambos os métodos, apesar de suas origens e riscos diferentes.
- A história de Theona e seu lúpus é uma tragédia de autotolerância quebrada. Descreva o mecanismo pelo qual seu corpo se volta contra si mesmo, focando no papel dos autoanticorpos e dos complexos imunes na destruição de seus tecidos.
- A Peste Negra, que devastou a Europa, e a gripe de 1918, que matou milhões, são ambas exemplos de pandemias. Compare e contraste o mecanismo de evasão imunológica e a virulência da bactéria da Peste (Yersinia pestis) com a virulência e o impacto da “tempestade de citocinas” do vírus da gripe de 1918.
- O texto narra a devastação biológica dos povos nativos das Américas após o contato com os europeus. Explique o conceito de “ingenuidade imunológica” e como a falta de co-evolução entre esses povos e os patógenos do Velho Mundo se tornou a “arma biológica” mais eficaz na conquista.
- A história de Kofi e o traço falciforme na África é um exemplo de co-evolução. Explique o mecanismo biológico pelo qual o traço falciforme confere proteção contra a malária e por que essa adaptação genética, apesar de benéfica em certas condições, também pode ser fatal em outras.
- A história descreve a imunologia do câncer como uma falha na “imunovigilância”. Explique as estratégias de evasão que as células tumorais desenvolvem para se esconderem do sistema imune e por que o câncer de Messer Valeriano foi capaz de metastatizar para os linfonodos, um centro de defesa.
- O conceito de “holobionte” desafia a visão ocidental do corpo como uma “fortaleza estéril”. Explique como a nova ciência do microbioma, descrita no Capítulo 23, transforma o nosso entendimento da imunologia, passando de um sistema de “guerra” para um sistema de “gestão de fronteiras”.
- A ecologista Sofia defende o conceito de “Saúde Única” (One Health), ligando a saúde humana à saúde planetária. Use a história para explicar como a lógica extrativista, que legitimou a escravidão e a destruição de florestas, se manifesta em pandemias como a que ela estuda no Capítulo 24.
- O texto compara a dança de comunicação celular no corpo com as ecologias sociais, políticas e ambientais que moldaram a humanidade. Escolha um evento da história (como a perseguição aos cristãos, o tráfico de escravos ou a eugenia) e explique como a lógica social, a biologia e a história se entrelaçam nessa “dança” de cooperação ou conflito.
- O padre Thomas e a curandeira Morwen representam dois tipos de conhecimento. Compare e contraste suas visões de mundo em relação à doença, explicando como a abordagem empírica de Morwen, baseada na observação, se mostrou mais eficaz em lidar com o surto de influenza do que a abordagem baseada na fé de Thomas.
- A história do “salto antigênico” da Gripe de 1918 é uma lição sobre a capacidade de adaptação dos vírus. Explique como a mistura de genomas de dois vírus diferentes pode criar uma nova cepa para a qual a população humana não tem memória imunológica, e por que a imunidade de “reação cruzada” dos mais velhos os protegeu melhor que a “força” dos jovens.
- A história de Flavia e sua alergia ao incenso é um paralelo à perseguição religiosa. Explique o processo biológico por trás da reação de hipersensibilidade de tipo I, focando no papel da sensibilização, do anticorpo IgE e dos mastócitos.
- O texto discute a evolução humana em resposta a pandemias, sugerindo que a Morte Negra pode ter selecionado variantes genéticas que conferem resistência. Explique como a diversidade genética da população humana, em contraste com a uniformidade de uma plantação de monocultura, pode ser a chave para a resiliência a longo prazo contra patógenos.
- O que o texto descreve como sendo a “verdadeira” tragédia biológica do sarampo em Lucius? Argumente com base no texto sobre como essa tragédia foi fundamentalmente diferente daquela da varíola em Caleb.
- A história começa com a vulnerabilidade de Caleb e a arrogância de Gaius. Ao longo da narrativa, como a “lógica da purificação” de Gaius e a “fragilidade do corpo” de Lucius se conectam à história de Julian Alistair e à sua visão eugênica?
- A imunologia é apresentada como uma “tragédia em muitos atos”. O que o autor quer dizer com essa metáfora? Use exemplos da história, como o câncer de Messer Valeriano ou o HIV de Marcos, para ilustrar como o corpo pode trair a si mesmo ou ser vítima de sua própria complexidade.



















